SimCity

Quando eu era pequeno, até que gostava de jogar um jogo que era famoso na época: SimCity. No tal jogo, administravamos cidades, criando redes de energia elétrica, levando água encanada até as casas, criando escolas, hospitais, academias de polícia, etc.

O Dr. Cardoso diz até que o jogo recebeu “regalias” especiais no sistema operacional da Microsoft, na época de seu lançamento.

Hoje em dia, o jogo não é muito lembrado por aí. Só que agora alguém resolveu inovar, jogando SimCity na vida real.

A “brincadeira” é de um sheikh árabe, veja aqui. A ideia é criar uma cidade com emissão neutra de carbono e, para isso, qualquer tipo de carro não elétrico é proibido, assim como várias outras coisas.

Quando vi a foto de como a cidade deve ficar, a única coisa que eu consegui pensar, foi justamente o SimCity. Em nenhum outro lugar eu vi uma cidade com árvores plantadas ao redor de todas as estradas e de uma forma tão organizada. É uma pena que ela só vai ficar pronta depois do fim do mundo.

O aquecimento global também tem seu lado positivo

Durante vários anos, Índia e Bangladesh discutiram sobre uma pequena ilha que ficava na divisa dos dois países. Depois de anos discutindo sem conseguir resolver nada, o aquecimento global resolveu o problema para eles.

A ilha afundou.

Veja aí.

Histórico de Carreira

Compilação de alguns dos bugs mais estranhos que já produzi, desde que comecei a programar. Em 2003 eu não lembro de nenhum e 2010 ainda está pendente.

  • 2004:

    No meu primeiro jogo (destruction, um pequeno jogo de naves), ao pressionar enter três vezes na tela de “game over”, era possível continuar jogando, com vida infinita.

  • 2005:

    Criei um pequeno boneco 3D utilizando ActiveX. Se eu segurasse alguma seta de direção por muito tempo, o braço do boneco saia voando.

  • 2006:

    Ao informar um código inválido em um módulo do sistema, este exibia a mensagem: “Peido não cadastrado”. Ainda é melhor que o “fudeu” que um colega meu esqueceu no sistema.

  • 2007:

    Ao realizar transações com cartão de crédito, o sistema precisava obrigatoriamente bloquear o teclado e mouse do usuário, para evitar problemas. Se houvesse algum problema de comunicação, o sistema perguntava: “Tentar novamente?” mas não desbloqueava o mouse nem o teclado.

  • 2008:

    Um bug no meu último sistema só acontecia se a proteção de tela estava ativa

  • 2009:

    Um módulo de um sistema que eu havia criado gerava mensagens de erro se uma tela fosse fechada aos 59 segundos de qualquer horário.

Respeite os mais velhos. Não Ria.

Muitos anos atrás ouvi um amigo mentiroso contando sobre quando foi internado em algum lugar que lhe proibia de usar qualquer aparelho eletrônico.

Não ouvi muita coisa da conversa, mas sempre imaginei o que eu faria se, depois de todo esse tempo envolvido com computadores e tudo mais, eu fosse impedido de usá-los. Conforme fui me envolvendo mais com tecnologia, a coisa foi piorando. Logo eu já não era mais capaz de acreditar em vida sem internet.

Mas, aparentemente, ela existe sim!

Estou há cerca de duas semanas sem internet em casa e ainda não comecei a me debater contra as paredes. Estou até mesmo aproveitando melhor o meu tempo: programando, lendo livros, jornal, etc.

O único que está sofrendo de verdade, é o Mundo Caótico, que voltou de férias e quase não recebeu mais atenção.

Mas ele continuará aqui, mesmo com pouca atualização, para os dias em que eu quiser contar pérolas, como a que eu ouvi hoje no banco:

Senhora: Moça, quanto eu pagaria de juros se pegasse 100 reais do meu limite?
Atendente: Bem, eu não sei como é o cálculo, mas o juros é de 8.4%.
Senhora: Hm, isso deve dar uns 10 reais.
Atendente: É, acho que deve dar quase 10 reais.

Tradições Familiares

Quando eu era pequeno, havia um pequeno ritual que se repetia com muitas coisas lá em casa.
Sempre que algo ficava velho/pequeno para meu irmão (como roupas, brinquedos, etc), isso era passado pra mim. OK, muitas famílias fazem isso. Acontece que, quando algo ficava velho/pequeno para mim, minha mãe doava para um primo um pouco mais novo, que mora lá no interior de igrejinha (e olha que igrejinha já é bem interior). Esse primo possui dois irmãos mais novos, que também recebiam essas coisas, então tudo acabava tendo um tempo de vida muito grande.

Quando eu era adolescente, trabalhava em uma escola de informática / lan house, aqui da minha cidade. Fiquei lá por uns dois ou três anos, mas não direto. Pedi demissão e depois voltei pelo menos três vezes, cada vez com um emprego diferente (primeiro capacho que fazia de tudo; depois capacho lvl 2, que consertava computadores e por último, instrutor e, claro, capacho lvl 3, que cuidava da lan house).

Foi nessa época que eu comecei a mexer com programação. Lá naquela empresa, inclusive, fiquei de fazer alguns programas, que eu nunca terminei. Agora, alguns anos depois, o que eu encontro lá?

Meu primo do interior, que apesar de ter se cansado de ser capacho e ter pedido demissão algum tempo atrás, voltou a trabalhar lá, agora como instrutor e capacho lvl 3. Melhor ainda foi ver ele enrolando com os programas que precisava fazer, enquanto ainda está aprendendo a programar.

Por fim, alguns dias atrás, a mãe dele disse para a minha: “O Lucas tá fazendo ciências da computação na unisinos, igual ao Pierre”. É, parece que se eles soubessem a faculade que estou fazendo, seria capaz de encontrar ele na sala de aula.

Enfim, acho que essa tradição de continuar o que o mais velho começou está indo um pouco longe demais na minha família.

Mundo Caótico

O feriadão de carnaval costuma ser um ótimo período para ir para a praia, esquecer do trabalho e relaxar um bocado. Bem, pelo menos é assim, quando você não vive em uma novela da Globo. Eu não vivo em uma novela da Globo, mas as vezes me esqueço disso.

Em plena segunda-feira de carnaval, fui expulso da casa de praia pela minha “anfitriã”, sem fazer a menor ideia do motivo (que vim a descobrir somente na quarta-feira, mas que não postarei aqui para poupá-los do pensamento “credo, que infantilidade”). Não querendo discutir com o “Não aguento mais olhar pra tua cara, vai embora daqui”, peguei minhas coisas e voltei para casa.

Apesar de “peguei minhas coisas e voltei para casa” ser uma frase tão simples, o processo em si não foi. Ao todo, se passaram aproximadamente nove horas entre ouvir a frase do parágrafo anterior e dizer a frase “Querida! Cheguei!” “Mãeeee, tô com fome”.

Para começar, precisei fazer uma das coisas que mais odeio nesse mundo: esperar. O único ônibus para a minha cidade que sairia naquele dia só chegaria dali a duas horas. Mas tudo bem, pelo menos o ônibus era semi-direto, seria uma viagem rápida. Depois de passadas estas duas horas, entrei no ônibus e fui agraciado com a companhia de um bebê. Eu adoro ficar próximo a bebês em ônibus, porque eles me impedem de jogar DS e assim pelo menos eu aprecio melhor a paisagem. Apesar de que mesmo sem o bebê ali, eu não poderia jogar DS. Qualquer atividade desse tipo em um carro em movimento me deixa enjoado: não posso jogar DS, ler um livro, nada que me faça ficar com a cabeça curvada.

Descobri que a rota do ônibus não era exatamente a mais curta, mas isso também não era um grande problema. Provavelmente em menos de duas horas eu estaria passando pela minha cidade. Peguei meu celular para ouvir música nesse tempo, mas não foi possível, a bateria já havia acabado e o pobrezinho nem ligava mais.

O tempo foi passando lentamente e o ônibus aparentemente o acompanhou. Logo estavamos andando quase parados. Não demorou muito para passarmos mais tempo parados do que andando. Uma hora já havia se passado e eu ainda estava a apenas uns 10 quilômetros da casa de onde fui expulso. Desesperado por alguma distração, abri o DS, carreguei o jogo RockBand e entrei em alguma música “marromeno”, para deixar ela tocando. Já disse que é estranho ouvir músicas em que um instrumento está com um volume maior que outros? Pois é.

Pra piorar minha situação, a bateria do DS também não durou muito. Isso que dá ficar jogando o tempo todo. Mais uma, duas horas se passaram e eu ainda estava na área da praia. No desespero, fiz algo que eu pensei que nunca faria nessa vida: abri o notebook em um ônibus. Não sei se por ironia ou por sacanagem do destino, a bateria do notebook TAMBÉM estava quase no fim. Pelo menos ali o modem 3G funcionou, diferentemente de quando estou em casa. Avisei meus amigos da minha situação terrível e logo depois desliguei. Aceitei minha situação e fiquei esperando pelo golpe de misericórdia. Foi então que percebi que o motorista estava no celular: ele não iria mais passar pelas outras rodoviárias próximas, iria direto para a minha região.

Depois disso tudo o trânsito finalmente baixou e eu reiniciei o contador de tempo: “Como o ônibus é semi-direto, em cerca de duas horas estarei em casa”. E o ônibus começou a se mover mais rapidamente pelas rodovias que me levariam para a já tão desejada casinha da mamãe. Isso até se encontrar com um bloqueio, devido a um desfile de carnaval. O motorista desviou, maaas… se perdeu.

É, foi só sair um pouco de rota, que o motorista se perdeu, voltando pro caminho certo somente depois de receber ajuda de uma passageira e de um policial que passava por ali. Depois desse problema, fui tranquilamente até a rodoviária da minha cidade, onde, devido a chuva, esperei por uns 40 minutos na fila do taxi. Se eu não estivesse com o notebook, DS e outros gadgets, iria na chuva mesmo, que teria chegado em casa antes disso.

Voltando de Férias

Apesar de não ter carteira assinada, o Mundo Caótico tirou um mês de férias não planejadas. Quem tentou acessá-lo, deve ter percebido que não havia nada além de uma página em branco. O motivo desta página é bem simples, vem de uma ideia que eu tive mas que não deu muito certo.

A ideia era criar uma comunidade virtual anônima, um tipo de Illuminati da web. Os membros adotariam nomes secretos, com avatares secretos em encontros secretos, num ambiente secreto. No final, acabei cancelando, já que a comunidade não chamou muita atenção.

Com o fracasso obtido pela comunidade, o Mundo Caótico está de volta, trazendo todo o caos de uma vida conturbada de um garoto do interior, que sonha ser um astronauta, jogador de futebol, bombeiro não tem muita coisa para fazer além de escrever para a web.

União Masculina

Algum tempo atrás, ouvi uma comparação sobre como os homens e mulheres agem diferente, ao se relacionar com outra pessoa do mesmo sexo. A história era mais ou menos assim:

Duas grandes amigas se encontram por acaso na rua e começam a conversar. Uma delas repara que a outra mudou o corte de cabelo e o elogia muito, mas, depois de se despedir, pensa em voz alta: “Credo, que mulher ridícula, esse cabelo ficou muito horrível.”

Dois homens se encontram na rua. Quando um deles percebe que o outro cortou o cabelo, comenta:

- Cortou o cabelo?
- Aham.
- Cortinho de bicha, hein?
- Tua mãe gostou.

Depois de se separarem, no entanto, ambos pensam: “Esse cara é muito gente boa.”

Pode-se dizer que os homens acabam formando uma parceria muito forte com os amigos. E hoje eu obtive a comprovação de como um homem pode ajudar outro em necessidade.

Entrei no meu quarto e percebi uma janela do msn piscando. Um amigo havia enviado apenas um link, no formato: “euodeioafulana.com?isashfhdkfljhdjgsdhjfhjag”. Não acreditanto que alguém da minha lista de contatos tenha pego algum vírus do tipo que fica enviando links para os contatos, cliquei sem medo.

O texto da página era bem direto: “Minha namorada me traiu e agora vou colocar fotos dela pelada na internet. Envie o seguinte link para os seus amigos e, dependendo da quantidade de cliques que você conseguir, eu vou liberando mais fotos e talvez até um vídeo secreto”. Abaixo do texto estava uma foto tão picante que poderia ser encontrada no google com filtragem máxima de conteúdo.

Eu fiquei tão impressionado com a parte “se deseja sair desse site, clique aqui” (reparem no link), que imaginei que nem tivessem capacidade de criar um script para testar a quantidade de cliques. Isso sem considerar que a história em si já é desconfiável.

Como bom amigo que sou, resolvi avisar o amigo que me enviou o link:

Eu: Isso não tá me cheirando bem.
Ranban: Porque?
Ranban: Tem um script que ele vai liberando umas fotos de acordo com os cliques que tem.
Eu: E apareceu aí que alguém clicou no link?
Ranban: 23.
Eu: Cacilda @.@
Ranban: É que é um mutirão de ajuda. Meu amigo mandou pra mais uns amigos.

** 20 Minutos Depois **

Ranban: Faltam 5 cliques!!!!
Eu: Pra fechar os 50 do vídeo?
Ranban: Sim.
Eu: Uau.
Ranban: União Masculina.

Mais uns 10 minutos se passaram e todas as fotos e o tal vídeo estavam sendo compartilhados entre toda a equipe que trabalhou junta para alcançar um objetivo. Viva o trabalho em equipe.

Darwin Awards 2009

Pra quem não conhece, o Darwin Awards é uma seleção das ideias mais idiotas do ano. Quase todos os autores destas ideias acabaram morrendo durante o ato. A lista dos vencedores de 2009 está disponível na página inicial, juntamente com um novo vencedor para o ano de 2008, (o fato ocorreu no final do ano e por isso acabou não indo para a lista no ano passado).

E nós brasileiros não ficamos fora da lista não. O novo vencedor de 2008 é brasileiro, você consegue imaginar quem é?

Acesse aí e veja você mesmo: http://www.darwinawards.com/ ( Em inglês ).

Aprenda como desperdiçar 80 mil reais

Fazendo faculdade de informática. Simples assim.

Antes de começar a cursar faculdade, eu sempre pensava que ela seria completamente inútil na minha vida. Depois que eu comecei, eu tive certeza disso. Só não é um desperdício completo porque a cada 2 semestres eu posso ter uma matéria interessante. No meu curso (ciências da computação), por exemplo, as matérias interessantes são:

  • Matemática
  • Matemática de novo
  • Mais uma vez matemática
  • Empreendedorismo

Pagar 80 mil reais para estudar matemática e empreendedorismo, além de passar muitas e muitas noites jogando DS nas outras aulas não é exatamente algo que eu consideraria lucrativo.

E o pior de tudo é que essa opinião é unânime entre todos os bons profissionais de informática que eu conheço. Segue abaixo conversas que tive com alguns deles:

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Conversa 1:

Eu: Quantos semestres de faculdade tu já tinha feito quando parou?
Colega: Uns três.
Eu: Eu fiz um só, pela metade, e já vou parar.
Colega: Sim, não vale a pena. É muito inútil.

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Conversa 2:

Eu: Pensando em trancar a faculdade. Baita desperdício de dinheiro.
Amigo: Faculdade é uma bosta, cara, medíocre. Sem falar que é um baita gasto de tempo que eu podia fazer outra coisa melhor da vida.
Amigo: E faculdade por si só já é cara e tu ainda foi pra feevale? Tava achando que era riquinho né?

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Apesar do preço, não me arrependo de ter escohido a Feevale. A estrutura e os professores são muito bons. O problema mesmo é a área de informática, que é completamente diferente das outras e não deve ser tratada da mesma forma. Queria poder dizer que é um problema do Brasil, mas vejo esse tipo de reclamação sobre cursos de informática até mesmo nas maiores faculdades dos Estados Unidos.

Pelo menos aprendi a gastar menos dinheiro e agora vou poder trocar a mensalidade da faculdade pela mensalidade de um carro. Vruuuum.